O self-checkout, ou autoatendimento, está cada vez mais presente nos supermercados brasileiros, ajudando a reduzir as filas e o custo das empresas. Afinal, ele permite ao consumidor registrar, pesar e pagar pelos produtos sem passar por um caixa tradicional.

Neste artigo, explicamos como o self-checkout funciona na prática e o que é necessário para implementar esse sistema em um estabelecimento.

O que é self-checkout

O self-checkout é uma máquina de autoatendimento que permite o controle e o pagamento de compras pelos próprios clientes. Ou seja, ele dispensa a necessidade de um(a) atendente durante o processo.

Um equipamento de self-checkout normalmente inclui recursos como um leitor de código de barras, balança, monitor com tela touchscreen e maquininha de cartão, entre outros recursos, integrados em um computador com software de frente de loja.

O sistema de self-checkout inclui recursos de segurança que detectam erros durante o registro dos produtos. Dessa forma, protege os lojistas de tentativas de roubo, mas também os próprios clientes, que são avisados quando registram algo errado (por exemplo, mais de uma vez) ou esquecem de colocar um produto na sacola.

Como o self-checkout funciona

O sistema de self-checkout é uma adaptação do caixa tradicional. Ele dispensa muitas funções, que seguem restritas aos funcionários do estabelecimento. Ao mesmo tempo, ganha uma nova configuração e recursos destinados a facilitar a experiência do cliente, além de proporcionar maior segurança a ambas as partes.

Leitor de código de barras do self-checkout

Self-checkout tem leitor de código de barras

A seguir, explicamos como o self-checkout funciona na prática, desde a chegada do cliente com as compras até a conclusão do autoatendimento. Tenha em mente que há diferentes equipamentos de self-checkout no mercado. Portanto, esta é uma visão geral. Nosso objetivo é explorar os principais elementos e a dinâmica básica do sistema.

1. Interação inicial

Muitos estabelecimentos mantêm um profissional a postos para orientar os clientes no uso do self-checkout e mesmo para incentivar a sua utilização. Isso é mais comum em lojas que recém-instalaram o sistema e sentem a necessidade de “educar” os usuários.

No entanto, oferecer ou não esse apoio é uma decisão do lojista. O importante é que fique sempre claro para o cliente quando ele pode usar o self-checkout (por exemplo, o limite de itens permitido). Além disso, o equipamento deve ser fácil de usar, com comandos claros por texto ou voz e um processo intuitivo do início ao fim.

Registro de compras no self-checkout

Você mesmo registra as suas compras no self-checkout

A interação inicial com o self-checkout pode ocorrer de diversas formas, conforme o equipamento em uso. Em alguns casos, após chegar com um cesto ou carrinho de compras em frente à máquina, o cliente tem que pressionar uma opção na tela para dar início ao autoatendimento. Em alguns equipamentos, o atendimento é liberado automaticamente com a leitura do primeiro código de barras.

2. Registro das compras

Em geral, o registro dos produtos é feito a partir do código de barras. O cliente deve escanear todos os produtos que irá comprar. Dependendo do equipamento, é possível ler o código de apenas um item e registrar uma quantidade maior nas opções em tela.

O leitor de código de barras pode ser de diferentes tipos, sendo os principais:

  • Leitor móvel com ou sem fio: Tipo mais comum no mercado, ele pode ser empunhado pelo cliente para facilitar a leitura do código. Funciona com fio ou via Bluetooth. Pode fazer a leitura automaticamente ou ser ativado com gatilho.

  • Leitor fixo: É fixado na superfície da máquina de self-checkout e lê automaticamente os códigos de barras posicionados à sua frente. Também é muito comum no setor varejista.

  • Leitor 2D: Pode ser móvel ou fixo. A diferença, neste caso, é que o leitor é capaz de escanear códigos que não estejam perfeitamente alinhados, pois emite diversos lasers em vez de um só. Ele também é capaz de ler códigos gastos ou danificados.

O preço de cada produto é acessado automaticamente no banco de dados, e seu valor é registrado na compra. Após escanear cada produto, o cliente deve colocar o item na sacola posicionada na balança do equipamento.

Dessa forma, quando o cliente coloca um item dentro da sacola que está sobre a balança, o sistema confere se o seu peso bate com o do produto registrado (e com o seu preço). Assim, tanto o lojista quanto os clientes têm uma maior segurança sobre o que está sendo efetivamente pago.

Há ainda os itens que não têm código de barras, como frutas e verduras. Nesse caso, o cliente normalmente pode informar manualmente o nome ou o código do produto à máquina de self-checkout, além de pesá-lo na balança.

3. Pagamento

Após escanear e registrar todos os produtos no sistema, o cliente poderá finalizar a compra selecionando essa opção na tela. O próximo passo, então, será pagar pelos produtos.

Mulher e bebê pagando no self-checkout

Pagamento é direto na máquina de self-checkout

O primeiro passo será selecionar um método de pagamento no menu. Em alguns casos, o equipamento pode ter a opção de pagamento em dinheiro, com dispositivos que recolhem notas e moedas e outro para dispensar o troco.

No entanto, os sistemas que só aceitam pagamentos com cartão são mais comuns. Nesse caso, basta o cliente selecionar entre crédito ou débito, bem como a bandeira do cartão em alguns casos. Então, a maquininha de cartão será liberada para o cliente aproximar ou passar o cartão e finalizar o pagamento.

4. Final do atendimento

Após a impressão do comprovante de pagamento, o cliente pode simplesmente pegar as sacolas e ir embora. Simples assim.

A compra ficará registrada no sistema, o que significa que o estoque de cada produto será atualizado automaticamente, bem como o faturamento da loja.

Self-checkout pode ser assistido

Todo o processo de self-checkout pode ser realizado sem o cliente precisar falar com alguém ou enfrentar longas filas. Nesse sentido, além de uma experiência mais rápida e confortável para os clientes, o que pode gerar um aumento nas vendas, o self-checkout traz ganho de eficiência e redução de custos.

Em alguns casos, o estabelecimento pode manter um(a) funcionário(a) para supervisionar a área de self-checkout e ajudar clientes com dificuldades. Há outros casos específicos, como a necessidade de inibir a compra de bebidas alcoólicas por menores de idade. O lojista deve avaliar situações como essas e a melhor forma de endereçá-las.