Uma das mais recentes tendências em tecnologia móvel são os chamados wearables (tecnologia vestível), ou seja, aqueles gadgets que lembram acessórios comuns, como óculos e relógios.

Com a quase morte do Google Glass, que acabou não decolando, o mais famoso nessa categoria é Apple Watch atualmente, o relógio multifuncional da empresa do iPhone e do Mac.

E este tipo de tecnologia já está sendo vista como futuros dispositivos de pagamento móvel, substituindo ou complementando o que já é possível fazer com smartphones e tablets.

Mas, qual será a vantagem de fazer e receber pagamentos usando um smartwatch ou outro gadget wearable?

Smartwatches chegam ao Brasil

O Apple Watch já começou a ser vendido no Brasil. E, como outros dispositivos da Apple, ele não é barato em lugar nenhum do mundo, mais caro ainda por aqui – o modelo mais simples do relógio inteligente custa R$1.999,00 em território nacional.

Ainda assim, nada impede que ele encontre seu espaço no mercado brasileiro, assim como o iPhone encontrou o seu. E, falando em pagamento móvel, o  Apple Watch foi criado já pensando em seu uso com o Apple Pay, o aplicativo que permite fazer pagamentos também pelo iPhone.

E não é só a Apple que está de olho neste nicho de mercado. A Samsung lançou o Gear S2, que sai de fábrica com o Samsung Pay embutido – a solução de pagamento móvel da empresa coreana.

Saiba mais: Samsung Pay, Apple Pay, Android Pay: já é hora de receber pagamento com eles?

Aplicativos serão os mesmos, a princípio

Como pode ser percebido pelo que foi dito acima, as empresas desenvolvedoras de smartwatches não parecem estar pensando em investir em aplicativos específicos para estes novos dispositivos. Ao contrário, elas devem instalar os mesmos produtos que já foram criados para seus smartphones e tablets nos seus smartwatches. E isso trará duas consequências opostas:

  • Ter os mesmos aplicativos não implicará em nenhum problema  quanto à qualidade do serviço a ser oferecido, já que aplicativos são moldáveis e podem ser adaptados a diferentes dispositivos sem perda de funcionalidades – desde que a plataforma continue a mesma.

  • Mas, por outro lado, isso também significa dizer que tudo o que você faz com o seu Apple Watch, você pode fazer com o iPhone (e muito mais que isso), por exemplo. E isso pode levar algumas pessoas a pensarem que não há motivo real para investir em um segundo aparelho, principalmente de alto custo aquisitivo.

Por conta disso, não há certeza ainda de qual opção passará a ser a preferida de seus clientes. Incluem-se nisso questões de segurança e de privacidade, já que um smartwatch é um aparelho que fica constantemente exposto no braço do dono, podendo despertar a atenção tanto de criminosos quanto de curiosos.

Papel com gráfico oscilante e caneta

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Informação para o marketing será mais importante

Especialistas acreditam que, a princípio, os wearables terão um papel fundamental em termos de marketing, mas não em termos de pagamento móvel. Eles serão peça fundamental bem antes do momento de pagar pela compra: durante a tomada de decisão e na observação do comportamento do consumidor como um todo.

Por estarem sempre ligados e andarem por aí com os seus donos, será possível saber onde, quando e como uma pessoa adquire seus produtos, e que circunstâncias interferem nesse processo de maneira ativa e passiva.

Sistemas de beacons podem ser ativados por este tipo de dispositivo assim que um potencial cliente entrar em uma loja, por exemplo, gerando um arsenal de informações para o dono da mesma sobre quais produtos despertaram o interesse de seus clientes, e por quanto tempo. E esse tipo de dado pode valer mais do que a venda em si.

Claro que este tipo de vantagem traz consigo preocupações quanto à privacidade dos usuários. Por isso, é de se esperar que esses mecanismos de rastreamento, que lembram os cookies dos websites, possam ser desligados pelo usuários sempre que eles quiserem.

Para cada caso, uma solução

Assim como muitos de nós ainda anda por aí com mais de um cartão de crédito, é bem provável que os wearables venham a somar, e a não substituir outras formas de pagamento móvel.

O cenário mais provável é aquele em que cada pessoa irá escolher qual forma atende melhor ao seu estilo e vida financeira, e decidir-se por um deles, ou escolher um para cada situação, produto ou serviço.

E, o que importa para você, pequeno empreendedor ou empresário, neste momento, é saber que essa tecnologias existem, entender como elas funcionam e como elas irão afetar o seu negócio, seja em termos de custos ou de relacionamento com os seus clientes.

Por isso, fique atento:

  • Acompanhe as soluções que chegam ao Brasil

  • Veja quanto elas custam para você em termos de aparelhos e taxas de transação

  • E observe se os seus clientes já começaram a aderir às novidades

Expanda ainda sua visão de mercado para o que anda acontecendo no mundo afora, caso você atenda clientes estrangeiros, turistas em férias ou não pelo Brasil.

Desta forma, você estará preparado para lucrar sempre, e antes de seus concorrentes, seja qual for o novo tipo de gadget a ser lançado no mercado.