A Bin Mobile teve sua venda encerrada no primeiro semestre de 2018. Caso tenha interesse em outros modelos First Data, leia o nosso artigo sobre as outras máquinas da empresa.

A First Data, uma das maiores empresas mundiais do ramo de tecnologia de pagamentos, acaba de lançar no Brasil o seu leitor de cartão para celular: o Bin Mobile.  A empresa não revela muitos detalhes sobre a novidade no seu site, mas confira a seguir as informações disponíveis:

Leitor Bin Mobile funciona com Android e iOS

O leitor da First Data funciona em celulares e tablets com sistema operacional Android ou iOS, e conecta-se via entrada de áudio –  a lista de celulares compatíveis está disponível no site da empresa.

Sua bateria dura até 8 horas, e o leitor foi fabricado em material resistente, capaz de suportar quedas de um pouco mais de 1 metro de altura – ótimo para um aparelho que passa boa parte do tempo das mãos para o bolso.

A autorização do pagamento é feita por meio de digitação de senha pelo cliente, e a conexão com a internet pode ser feita via 3G, 4G ou Wi-Fi.

O aplicativo do Bin Mobile pode ser baixado gratuitamente na Google Play ou na iTunes Store, e conta apenas com funções básicas, como  consulta ao histórico de transações, verificação de transações rejeitadas e realização de estorno.

Em termos de segurança, a First Data conta com a certificação PCI DSS.

Bin Mobile cobra aluguel mensal

O leitor Bin Mobile é disponibilizado gratuitamente em troca do pagamento de uma mensalidade fixa pelo aluguel do mesmo de R$22,00 por mês – mesma estratégia do Cielo Mobile.

No entanto, este valor cobre a manutenção do leitor e a troca imediata do Bin Mobile em caso de quebra, o que pode ser uma vantagem caso você possa arcar com os custos fixos mensais.

Já as taxas sobre transação do Bin Mobile são as seguintes:

  • 2,59% sobre vendas a débito

  • 3,49% para venda a crédito

  • Parcelamento de 2 a 6 vezes: 4,99%

  • Parcelamento de 7 a 12 vezes: 5,99%

Até o momento, o leitor da First Data aceita apenas os cartões de bandeira Visa, Mastercard e Cabal, um número modesto diante de outros leitores.

Cadastro exige o envio de documentos

O Bin Mobile pode ser adquirido por pessoas físicas ou jurídicas, mas a própria empresa acredita que o seu leitor é interessante apenas para quem faz até 50 transações por mês – para quem vende mais que isso uma máquina de cartão fixa seria mais lucrativa, no ponto de vista deles.

Na contramão de concorrentes como iZettle e SumUp, que facilitam a contratação online, o cadastro e a solicitação do Bin Mobile devem ser iniciados por telefone ou por meio de formulário disponível no site da empresa, e são concretizados por meio de uma certa burocracia.

De início, a empresa solicita o envio dos seguintes documentos (outros podem ser adicionados, a depender do ramo de atividade):

  • Pessoa jurídica: comprovante bancário, contrato social e RNE (se estrangeiro)

  • Pessoa física: comprovante bancário, RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de atividade profissional (carteira do conselho)

E a análise do cadastro é demorada: pode levar, em média, sete dias. Além disso, após o recebimento do leitor, é preciso ativá-lo por telefone antes de começar a usá-lo.

Prós

  • Leitor resistente

  • Taxas simples e transparentes

  • Leitor pode ser trocado em caso de quebra ou defeito

Contras

  • Cadastro burocrático e demorado

  • Aceita apenas três bandeiras de cartão de crédito