O brasileiro Daniel Bergman assumiu o cargo de CEO da iZettle no Brasil com a saída do sueco Anders Norinder, trazendo a sua ampla experiência no setor de tecnologia para a empresa. E ele promete novidades.

Confira a seguir a entrevista exclusiva que fizemos com ele e saiba o que pensa o líder de uma das empresas destaque do setor de maquininhas de cartão para celular no país.

1 – O que você diria para quem está em dúvida sobre comprar ou não uma maquininha iZettle?

Há uma diferença entre vender um hardware e construir o seu negócio a partir dessa venda. E, na iZettle, o hardware é apenas o primeiro passo de uma relação duradoura com o cliente.

O nosso principal valor é como ajudamos o nosso cliente a crescer o seu negócio – o mantra do nosso CEO global é  o cliente em primeiro lugar”. Nós oferecemos soluções possíveis para que eles  gerenciarem seus estoques e produtos, para receberem seu dinheiro em dois dias, e um atendimento capaz de ajudá-los a continuar crescendo mesmo em épocas difíceis.

As nossas duas máquinas de cartões, iZettle Lite – pequena e portátil – e iZettle Pro – com visor e conexão Bluetooth –  trazem benefícios ao empreendedor que pode ampliar seus negócios de forma sustentável.

iZettle Pro e Lite com celular e tablet mostrando app em fundo amarelo

2 – E como você vê a competição com as maquininhas que funcionam sem celular, via GPRS e Wi-Fi?

As soluções de POS móvel com Wi-Fi integrado funcionam quase como um celular que não faz chamada. Custam três vezes mais do que as máquinas que se conectam com aplicativos pelo celular, como as da iZettle. O comerciante pode ter a sensação de que está economizando, mas os custos da internet e das funções de pagamento estão embutidos no preço.

A iZettle não acredita nesse modelo. Achamos que faz muito mais sentido o comerciante utilizar  o seu próprio celular – lembrando que 61% dos adultos no Brasil já possuem um smartphone – e ter um leitor de cartões mais leve e acessível, o que se torna uma solução mais sustentável e econômica para o micro e pequeno empreendedor brasileiro.

3 – Existe alguma previsão de aceitar mais bandeiras e também cartão-refeição com as maquininhas iZettle?

Todas essas ações estão em estudo pela iZettle. A necessidade de aceitar cartões-refeição é muito clara em restaurantes e bares de tamanho médio para grande, por exemplo.

Os pequenos estabelecimentos estão se adaptando ainda, mas são sempre as necessidades dos clientes que nos norteiam em pensar em soluções para todos os nossos players.

4 – O momento econômico e político do Brasil continua a afetar o setor de pagamentos móveis ou o cenário já começou a se estabilizar?

O mercado de cartões de crédito cresce mesmo durante a crise, pois a penetração ainda é baixa no Brasil. É um cenário bastante diferente.

iZettle CEO Brasil, Daniel Bergman

Além disso, neste período de crise, muitas pessoas buscam no empreendedorismo uma saída para gerar renda, e queremos ajudar estas pessoas a ampliarem seus negócios de forma sustentável.

Atualmente, existem cerca de 9 milhões de micro e pequenas empresas, as quais representam 27% do produto interno bruto (PIB), segundo o Sebrae.

Outra pesquisa conduzida pelo Sebrae, em parceria com a Visa, aponta que 40% destes micro e pequenos empreendedores não aceitam cartão, sendo que 76% deles afirmam perder vendas por conta disso.

Ou seja, existe um segmento em franco crescimento no Brasil que necessita de todo o suporte possível para crescer e se profissionalizar, abrindo muitas oportunidades para o desenvolvimento do mercado de maquininhas de cartão.

5 – Que novidades a iZettle espera implantar no Brasil?

Teremos muitas novidades da iZettle, mas ainda não posso te dizer exatamente como serão nossas soluções e serviços. O Brasil é foco e faz parte da estratégia global ganhar o mercado brasileiro. Teremos mais velocidade e apoio da matriz para isso.

Vamos acelerar muito a nossa expansão, com mais investimento em marketing, em canais de vendas e em tecnologia. Vamos crescer investindo em todas as frentes da empresa.